quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quentes e boas, quem quer castanhas?



O Outono traz consigo as belas cores vibrantes e quentes das folhas e, no nosso País, um cheirinho no ar a castanhas assadas na rua em carinhos ambulantes. Este dá-nos uma sensação de conforto, suavizando uma certa tristeza pelo fim próximo dos bons dias de Sol. É difícil resistir-lhe... mas sabia que as castanhas, que actualmente são um petisco, tiveram, noutros tempos, uma enorme importância na dieta dos portugueses?

No século XVII eram mesmo um dos produtos básicos da alimentação dos beirões e transmontanos chegando, quando necessário, a substituir o pão ou as batatas.

A castanha é usada na alimentação desde tempos pré-históricos e a respectiva árvore - Castanea sativa - foi introduzida na Europa há cerca de 3000 anos.

A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono). Tal dá-lhe outras possibilidades de ser usada na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio.

Composição média (%)

Castanhas

Batatas

Nozes

Água

52

80

4

Proteínas

3

2

15

Lípidos

2

0,1

64

Hidratos de Carbono

42

17

16

Este é o início de um capítulo sobre castanhas que estamos a escrever para um segundo livro sobre o que acontece quando cozinhamos. Começámo-lo agora, com a chegada do Outono... já seleccionámos um conjunto de temas que nos parecem interessantes e nos deixaram entusiasmadas. Mas estamos abertas a mais sugestões. Têm algumas?

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